Córrego foi tubulado
Cerca de 45 moradores da Rua Itajai, próximo à entrada do loteamento Dona Emma, no bairro Limoeiro, a cada chuva mais intensa continuam sofrendo com sustos e prejuízos materiais. Diz um morador que “o comércio sofre, os veículos sofrem, as pessoas sofrem e todos os que acreditam que o dinheiro dos impostos deveria retornar em serviços essenciais, sofrem também”. O caso é repetitivo e grave, apesar de não colocar vidas em risco imediato.
Segundo o morador, outrora, quando criança, ele pescava no córrego que cortava as imediações. “Pesquei muitas e muitas vezes, minha família cresceu aqui nesse lugar e vimos a depredação do que antigamente era um lindo córrego por entre pastagens, cheio de peixes e fonte de diversão para mim e meus irmãos”.
Ocorre que aos poucos o córrego foi desordenadamente tubulado e por cima dele foram construídos galpões e casas. O acesso ao loteamento Dona Emma passa sobre uma parte desse córrego. O solo cedeu com o peso dos caminhões que passavam para levar aterro ao novo loteamento nos fundos do Dona e está totalmente esburacado.
Na ponte que fica na rua Itajaí, o córrego recebeu dois tubos com cerca de 1 metro de diâmetro. Num espaço de 15 metros, sem nada, existe apenas um tubo de menos de 1 metro de diâmetro. “Ou seja”, diz o morador, “a água que passa por dois tubos desemboca e deve passar por um tubo menor, totalmente assoreado por lixo e resto de vegetação. Adiante, fizeram uma curva de 90 graus na tubulação! Como deixaram tubular um córrego e fazer uma curva com tubos menores dos que trazem a água até ali?”, questiona.
A cada chuvarada mais intensa, o problema ressurge. “Poucos minutos resultam em água acima do pequeno tubo, que logo transborda para a rua, desencadeado uma enchente localizada”, resume. Um comércio que havia ao lado do tal córrego foi obrigado e fechar. “A cada chuva entrava água e causava prejuízo para a dona”, relembra o morador.


